Os primeiros fósseis de pterossauros foram descobertos principalmente em calcários marinhos na Itália e em Solnhofen, na Alemanha. Por isso, os cientistas supunham que estes répteis voadores viviam perto do mar, tal como algumas aves marinhas de hoje. Porém, à medida que foram descoberto cada vez mais fósseis de pterossauros e aumentou o número de locais onde estes foram encontrados, especialmente em ambientes lacustres como Urumqi e Liaoxi, na China, os cientistas começaram a mudar esta perspetiva.
Há 130-120 milhões de anos, durante o Cretáceo Inferior, a região de Liaoxi estava coberta por grandes extensões de florestas e lagos, e também registava atividade vulcânica frequente. Quando as erupções vulcânicas ocorriam, grandes quantidades de gases tóxicos e elementos nocivos eram expelidos, o que causava a morte de muitas espécies, incluindo pterossauros, aves e dinossauros com penas, que eram rapidamente enterrados por depósitos como cinzas vulcânicas. Por isso, fósseis de pterossauros e aves, que são difíceis de preservar noutros locais, foram descobertos em grande número na região, muitas vezes com estruturas de tecidos moles, como as penas.
Os fósseis de pterossauros bem preservados em ambientes lacustres, como o Pterodactylus andrewsi e o Hesperonychus elizabethae, indicam que os pterossauros não só viviam perto do mar, mas também nas margens dos lagos ou nas florestas do interior; muitos pterossauros de pequena dimensão tinham hábitos arborícolas e alimentavam-se de insectos nas florestas.

